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Hajj – A Jornada de Uma Vida (parte 1 de 2)
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Descrição: Um quinto da humanidade compartilha uma mesma aspiração: completar, pelo menos uma vez na vida, a jornada espiritual chamada de Hajj. Parte Um: Introdução ao Hajj e alguns dos rituais que levam ao dia do Hajj.
Por Nimah Ismail Nawwab (editado por M. Abdulsalam)
Publicado em 04 Jan 2009 - Última modificação em 08 Nov 2010
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Categoria: Artigos > Adoração e Prática > Os Cinco Pilares do Islã e Outros Atos de Adoração

O hajj, ou peregrinação à Meca, um dever central do Islã cujas origens remontam ao Profeta Abraão, reúne os muçulmanos de todas as raças e línguas para uma das experiências espirituais mais comoventes da vida.

Por 14 séculos, incontáveis milhões de muçulmanos, homens e mulheres dos quatro cantos da terra, têm feito a peregrinação à Meca, o local de nascimento do Islã. Ao executar essa obrigação, eles cumprem um dos cinco “pilares” do Islã, ou deveres religiosos centrais do crente.

Os muçulmanos seguem as origens registradas da peregrinação divinamente prescrita ao Profeta Abraão. De acordo com o Alcorão, foi Abraão quem, junto com Ismael, construiu a Caaba, “a Casa de Deus”, a direção para a qual os muçulmanos se voltam em adoração cinco vezes ao dia. Foi Abraão também quem estabeleceu os rituais do hajj, que relembram eventos ou práticas em sua vida e na de Hagar e seu filho Ismael.

No capítulo intitulado “A Peregrinação”, o Alcorão fala da ordem divina para realizar o hajj e profetiza a permanência dessa instituição:

“E quando indicamos a Abraão o lugar da Casa, dizendo ‘Nada associes a Mim, e purifica Minha Casa para os que a circundam e para os que nela se põem de pé, curvam e se prostram em adoração. E proclama a Peregrinação entre a humanidade: Eles virão a pé ou montados em camelo emagrecido pela longa viagem, vindos de desfiladeiros distantes.’” (Alcorão 22:26-27)

Na época que o Profeta Muhammad, que Deus o exalte, recebeu o chamado divino, entretanto, práticas pagãs tinham contaminado algumas das observâncias originais do hajj. O Profeta, como ordenado por Deus, continuou o hajj abrâmico após restaurar seus rituais à pureza original.

Além disso, o próprio Muhammad instruiu os crentes nos rituais do hajj. Ele fez isso de duas formas: através de sua própria prática, ou através da aprovação de práticas de seus Companheiros. Isso acrescentou alguma complexidade aos rituais, mas também forneceu uma flexibilidade maior na sua execução, em benefício dos peregrinos desde então. É lícito, por exemplo, haver alguma variação na ordem na qual vários rituais são realizados, porque está registrado que o próprio Profeta aprovou essas ações. Assim, os rituais do hajj são elaborados, numerosos e variados; os aspectos de alguns deles são destacados abaixo.

O hajj à Meca é uma obrigação uma vez na vida para cada homem e mulher adultos cuja saúde e meios financeiros o permitam, ou, nas palavras do Alcorão, para “aqueles que possam chegar até lá.” Não é uma obrigação para crianças, embora algumas crianças acompanhem seus pais nessa jornada.

Antes de partir, um peregrino deve repensar todos os seus erros, pagar todas as dívidas, planejar ter fundos suficientes para sua própria jornada e para a manutenção de sua família enquanto ele estiver longe, e se preparar para uma boa conduta durante o hajj.

Quando os peregrinos empreendem a jornada do hajj, eles seguem os passos de milhões antes deles. Hoje em dia centenas de milhares de crentes de mais de 70 nações chegam a Meca por terra, mar e ar todo ano, completando uma jornada que agora é muito mais curta e em alguns casos menos árdua do que costumava ser no passado.

Até o século 19, viajar a longa distância até Meca geralmente significava ser parte de uma caravana. Existiam três caravanas principais: a egípcia, formada no Cairo; a iraquiana, formada em Bagdá; e a síria, que, após 1453, começava em Istambul, reunia peregrinos ao longo do caminho e procedia para Meca de Damasco.

Como a jornada do hajj levava meses se tudo corresse bem, os peregrinos carregavam com eles provisões para sustentá-los na viagem. As caravanas eram elaboradamente supridas com amenidades e segurança se as pessoas que viajavam eram ricas, mas os pobres geralmente ficavam sem provisões e tinham que interromper sua jornada para trabalhar, poupar o que tinham ganho, e então seguir caminho. Isso resultava em longas jornadas que, em alguns casos, duravam dez anos ou mais. Viajar naqueles tempos estava repleto de aventura. As estradas eram inseguras devido a ataques de bandidos. O terreno no qual os peregrinos passavam também era perigoso, e perigos naturais e doenças freqüentemente clamavam muitas vidas ao longo do caminho. Portanto, o retorno bem-sucedido dos peregrinos para suas famílias era ocasião de celebração festiva e gratidão por sua chegada a salvo.

Atraídos pelo mistério de Meca e Medina, muitos ocidentais têm visitado essas duas cidades sagradas, para as quais os peregrinos convergem, desde o século 15. Alguns deles se disfarçam de muçulmanos; outros, que genuinamente se converteram, vêm para cumprir seu dever. Mas todos parecem ter sido movidos por sua experiência, e muitos registraram suas impressões da jornada e dos rituais do hajj em relatos fascinantes. Existem muitos diários de viagem do hajj, escritos em idiomas tão diversos quanto os próprios peregrinos.

A peregrinação acontece a cada ano entre o oitavo e o décimo-terceiro dia de Dhul-Hijjah, o décimo-segundo mês do calendário islâmico lunar. O seu primeiro ritual é adotar a vestimenta de ihram.

O ihram, usado por homens, é uma vestimenta branca sem costura feita de duas peças de tecido; uma cobre o corpo da cintura até abaixo dos joelhos, e a outra é jogada sobre o ombro. Essa vestimenta foi usada por Abraão e Muhammad. As mulheres se vestem como elas usualmente fazem. As cabeças dos homens devem estar descobertas; tanto homens quanto mulheres podem usar uma sombrinha.

O ihram é um símbolo de pureza e de renúncia do mal e de assuntos mundanos. Também indica a igualdade de todas as pessoas aos olhos de Deus. Quando o peregrino usa sua vestimenta branca, ele ou ela entra em um estado de pureza que proíbe discussão, cometer violência contra um homem ou animal e ter relações conjugais. Uma vez que ele ponha suas roupas de hajj o peregrino não pode se barbear, cortar suas unhas ou usar qualquer jóia, e ele usará a sua vestimenta sem costura até completar a peregrinação.

Um peregrino que já está em Meca começa seu hajj do momento em que ele coloca o ihram. Alguns peregrinos vindos de lugares distantes podem ter entrado em Meca mais cedo com seu ihram e podem continuar a usá-lo. O vestir o ihram é acompanhado pela invocação básica do hajj, a talbiyah:

“Aqui estou, Ó Deus, a Teu Serviço! Aqui estou a Teu Serviço! Tu não tens parceiros; Aqui estou a Teu Serviço! Teu é o louvor, a graça e o domínio! Tu não tens parceiros.”

Os cânticos melodiosos e ensurdecedores da talbiyah ecoam não apenas em Meca mas também em outros locais sagrados relacionados com o hajj nas proximidades.

No primeiro dia do hajj, os peregrinos saem de Meca na direção de Mina, uma pequena aldeia desabitada a oeste da cidade. Enquanto as multidões se espalham em Mina, os peregrinos geralmente passam seu tempo meditando e orando, como o Profeta fez em sua peregrinação.

Durante o segundo dia, o nono dia de Dhul-Hijjah, os peregrinos deixam Mina para a planície de Arafat, onde eles descansam. Esse é o ritual central do hajj. Enquanto eles congregam lá, a postura e a reunião dos peregrinos os relembra do Dia do Juízo. Alguns deles se reúnem no Monte da Misericórdia, onde o Profeta fez seu inesquecível Sermão da Despedida, enunciando reformas religiosas, econômicas, sociais e políticas abrangentes. Essas são horas carregadas de emoção, que os peregrinos passam em adoração e súplicas. Muitos choram enquanto pedem a Deus que os perdoe. Nesse local sagrado, eles alcançam o ápice de suas vidas religiosas enquanto sentem a presença e proximidade de um Deus misericordioso.

A primeira mulher inglesa a realizar o hajj, Lady Evelyn Cobbold, descreveu em 1934 os sentimentos que os peregrinos experimentam em Arafat.

“Seria preciso uma pena de mestre para descrever a cena, pungente em sua intensidade, daquela grande reunião de humanidade da qual eu era apenas uma pequena unidade, completamente perdida nas circunstâncias em um fervor de entusiasmo religioso. Muitos dos peregrinos tinham lágrimas correndo por suas bochechas; outros elevavam seus rostos para o céu que tinha testemunhado esse drama tão freqüentemente nos séculos passados. Os olhos brilhantes, os apelos apaixonados, as mãos lastimosas estendidas em oração me comoveram de uma forma que nada tinha feito antes, e eu me senti presa em uma forte onda de exaltação espiritual. Eu era uma com o resto dos peregrinos em um ato sublime de completa submissão à Vontade Suprema que é o Islã.”

Ela continua descrevendo a proximidade que os peregrinos sentem em relação ao Profeta quando estão em Arafat:

“...enquanto eu estava ao lado de um pilar de granito, eu me senti em solo sagrado. Eu vi com os olhos da minha mente o Profeta fazendo seu último sermão, mais de treze séculos atrás, para as multidões em lágrimas. Eu visualizei os muitos pregadores que falaram para incontáveis milhões que se reuniram na vasta planície abaixo, porque essa é a cena culminante da Grande Peregrinação.”

É relatado que o Profeta pediu a Deus o perdão dos pecados dos peregrinos que se reunissem em Arafat, e que teve o seu pedido concedido. Portanto, os peregrinos esperançosos se preparam para deixar a planície com alegria, se sentindo renascidos sem pecados e pretendendo abrir uma nova página.

veja a materia original em: http://www.islamreligion.com/pt/articles/468/

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